Dracula Untold

Dracula-Untold

Realizador:

Gary Shore

Argumento:

Matt Sazama

Burk Sharpless

Bram Stoker (personagens)

Dracula Untold (Drácula – A História Desconhecida) é uma versão um pouco diferente de uma das personagens mais míticas do cinema , o nosso famoso Drácula de Bram Stoker, pelo qual ficou conhecido o autor irlandês.

Nesta nova versão, Vlad (Luke Evans) vive pacificamente com a sua família no seu reino, até este ser ameaçado pelos turcos. Mehmed ( Dominic Cooper ) exige 1000 rapazes para juntar ao seu exército e não aceita não como resposta. Vlad tenta negociar com ele de forma a poupar o seu reino de sofrimento, mas de nada lhe vale e ainda lhe é feita mais uma exigência, o seu filho. Como seria de esperar, este recusa-se a cumprir tais exigências e dá origem a uma guerra. Sabendo que não tem homens suficientes para combater contra os turcos, tem de recorrer a forças negras para conseguir salvar-se a si e ao seu reino. Torna-se numa criatura das trevas e tem exactamente três dias para vencer a guerra e, se até lá não sucumbir à tentação pelo sangue humano voltará à sua forma mortal.

Adoro filmes que envolvam o sobrenatural e sou uma enorme fã do Drácula de Bram Stoker, sendo muito honesta estava um pouco céptica em relação a este filme uma vez que acho dificil superarem o clássico e, na verdade, não superaram, o que não quer dizer que não tenha gostado. Acho que temos de estar sempre abertos a versões novas e esta é sem dúvida algo de diferente. Portanto, aspectos que gostei, gostei do twist que fizeram na história de ter sido o próprio Vlad a procurar ser transformado, adorei os morcegos, eu gosto sempre de pequenos elementos nos filmes que acabam por fazer a diferença, também gostei da história de amor entre Vlad e Mirena ( Sarah Gadon ), transmitiu bastante emoção e achei bastante interessante o papel de Ingeras ( Art Parkinson ) , foi outro twist da história que gostei. Relativamente aos aspectos negativos, não gostei do facto de o Vlad poder voltar à forma mortal se não cedesse à tentação , acho que não faz muito sentido e acaba por ser um pouco irreal mesmo no contexto do sobrenatural, achei muito cliché o facto de Vlad se ter alimentado de Mirena quando esta morreu, não gostei de ele quase no final ter transformado todos os cidadãos do reino em vampiros, acho que esse foi um dos aspectos que menos gostei. Também queria referir que nos aspectos positivos não abordei a personagem do vampiro mestre ( Charles Dance ) de quem gostei bastante pelo facto de achar que lhe deviam ter dado um pouco mais de protagonismo, até porque supostamente este teria uma missão de vingança e podiam ter explorado um pouco essa parte e não exploraram, não sei se será porque pensam fazer uma continuação do filme , no fim parece que irá haver continuação, mas de qualquer forma achei que perderam pontos ai.
Esta é a minha opinião , para quem gosta de filmes de vampiros, acho que vale a pena dar uma olhada.


Classificação 6/10

Horns

Horns_Official_Movie_Poster

Realizador:

Alexandre Aja

Argumento:

Keith Bunin

Chegou-nos aos cinemas o filme Horns (Cornos) baseado no livro do autor Joe Hill, é um misto de fantasia, horror e romance que é centrado à volta de um misterioso homicidio.
Merrin Williams ( Juno Temple ) aparece brutalmente assassinada nos bosques e o principal suspeito é Ig Parrish ( Daniel Radcliffe ) que era o seu namorado. Ig é imediatamente considerado como  culpado pela cidade inteira, até pelos seus pais,  excepto pelo seu advogado e amigo Lee Tourneau (Max Minghella), que trabalha arduamente para conseguir ilibar Ig. Depois de uma noite de bastante álcool, Ig acorda e apercebe-se de que lhe estão a nascer uns cornos na cabeça, para se tentar  livrar deles recorre a um médico e a um padre e rapidamente se apercebe de que estes cornos têm um efeito substancial sobre as outras pessoas, ao que parece os cornos fazem as pessoas dizerem o mal que pensam. Ig aproveita-se desta situação para tentar descobrir quem é realmente o assassino de Merrin.
Uma vez que não li o livro não posso ter uma comparação entre os dois, mas referindo só o filme, Horns faz-me lembrar um conto de fadas, o enredo é interessante, mas nada de especial. Gostei do enfâse dado a certos elementos como o crucifixo da Merrin e às cobras, que não referi na breve descrição acima mas que estão bem presentes no filme. Penso que as prestações dos actores foram no minimo razoáveis, gostei do Daniel Radcliffe, embora ainda seja um pouco complicado não o associar sempre à saga do Harry Potter, penso que está a fazer um bom trabalho para se “afastar” desse rótulo.

No geral é um filme engraçado que entretém mas que não nos deixa deslumbrados, fiquei a sentir que faltava alguma coisa.


Classificação 5.5/10

 

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Janusz Kaminsky – Making a Scene

“For this year’s Movies Issue, The New York Times Magazine commissioned lines from an eclectic and talented group of screenwriters — writers responsible for some of the best scripts of 2013. We asked them each to write a single line for us — not a scene, a script or a scenario, but simply an intriguing, amusing or captivating line of dialogue.

Then we gave these lines to one of the great movie artists of our time: the cinematographer Janusz Kaminski, a two-time Oscar winner. Kaminski used these lines as inspiration to create 11 original (very) short films. Each short evokes a style or genre of the cinematic past and stars an actor who gave an especially memorable performance in 2013.”

 

Adèle Exarchopoulos (La Vie D’Adèle), Oscar Isaac (Inside Llewyn Davis), Cate Blanchet (Blue Jasmine),Bradley Cooper (American Hustle), Chiwetel Ejiofor (12 Years a Slave), Greta Gerwig (Frances Ha) , Michael B. Jordan (Fruitvale Station) , Julia Louis-Dreyfus (Enough Said) , Robert Redford (All is Lost), Forest Whitaker (The Butler) , Oprah Winfrey (The Butler), fazem todos parte do elenco escolhido para interpretar estas 11 (muito) curtas metragens. Se algumas das escolhas são óbvias e as suas performances em 2013 foram realmente relevantes no universo cinematográfico, outras fazem-nos questionar acerca de quantas vedetas de Hollywood rejeitaram o convite. Mas questões de casting à parte, há que salutar Kaminsky e a sua equipa que conseguem fazer chegar até nós um produto final visualmente atraente, digno de qualquer longa metragem. O que não deve ser interpretado como digno de uma longa metragem é o seu conteúdo, ou pelo menos não de todos os guiões deste projecto, pois em algumas destas “maravilhas de 1 minuto” ficamos com a sensação que algo falta e que nem um actor assente no nível mais alto da colina de Hollywood consegue preencher. Porém, o que se procurou não foi material para uma longa metragem e não se deve procurar um enredo. O que está extremamente bem conseguido é que grande parte deste projecto deixa muito para a imaginação do espectador.

Dito isto, considero este um projecto de publicidade pre-Oscars, que tal como os próprios prémios da academia, gerou controvérsia e agradou tanto a uns como desagradou a outros. No entanto, para a tarefa que Kaminsky, os argumentistas e o elenco tinham pela frente acho que merece ser destacado.